O Clube - História e Palmarés
Grupo Desportivo de Direito
Meio Século de Rugby
Do grupo de amigos que, no dizer de um dos fundadores, “se juntava ao domingo para levar pancada” nos vários pelados de Lisboa, até à mais poderosa e competitiva equipa do Rugby português, que reside nas melhores instalações à disposição da modalidade, foi um “passo” de 50 anos. É desse relativamente longo trajecto que se fala nas páginas deste livro.
Escrevê-lo e produzi-lo foi estimulante (pelo desafio) e um prazer (por algumas descobertas e muitas recordações). A viagem pelo meio século do Grupo Desportivo de Direito, com os seus altos e baixos, com os seus períodos de euforia e os de decepção, proporcionaram ao autor — e, espera-se que proporcione ao leitor — uma visão global não apenas do próprio Grupo, mas também do Rugby português e, até, do Desporto nacional.
Este livro trata da história do Grupo Desportivo de Direito, desde as suas origens na Faculdade de Direito de Lisboa. Mas não apenas. Entendi (e perdoe-se-me a utilização da primeira pessoa) ser esta a ocasião ideal para dar (mais) uma contribuição para a “crónica” do Rugby português. Daí a parte inicial, que nos faz recuar até ao princípio do século XX e que aborda a fase da introdução do jogo em Portugal.
A explicação para uma tão longa abertura merece ser contada, já que surgiu por um acaso. De facto, quando procurava material de suporte para iniciar o processo de escrita deste livro deparou-se-me, no meio de um anárquico arquivo pessoal, uma pasta carregada de documentação — fotocópias e apontamentos vários — fruto de uma outra investigação realizada em finais dos anos 70 e início dos de 80.
Nessa altura dirigia a Rugby-Revista e a minha atenção estava centrada na Selecção Nacional, motivo porque passei meses a folhear colecções de jornais, no arquivo do Diário de Notícias e na Biblioteca Nacional. Como a Federação Portuguesa de Rugby não possuía elementos sobre a equipa nacional, nem sequer uma simples lista de jogos, decidi — visando a posterior publicação na R-R — meter mãos à obra e reconstituir, através dos jornais e revistas, todo o percurso da equipa.
Desse trabalho resultou, passados uns anos, a listagem dos jogos efectuados pela Selecção Nacional, a fixação de todos os internacionais seniores portugueses e, mesmo — por incrível que pareça, a FPR não dispunha desses elementos, pelo menos sistematizados — a lista dos vencedores dos Campeonatos de Lisboa e do Porto, dos campeões nacionais (seniores e juniores) e dos vencedores das taças. Tais informações publicadas pela Rugby-Revista vieram, depois, a ser adoptadas como oficiais pela Federação (sem qualquer confirmação, assinale-se)!
Num parentesis devo dizer que, agora, no decorrer do trabalho de pesquisa para escrever este livro, constatei que, por exemplo, a lista de campeões nacionais então elaborada, contém um erro: o primeiro Campeonato Nacional não se concluiu; logo não houve campeão, facto, aliás, assumido na altura (1959) pela própria FPR.
Há vinte e tal anos, no decorrer dessa investigação foram-se-me deparando muitos outros factos, laterais em relação ao objectivo central da pesquisa, mas sempre com o Rugby como denominador comum. Tirei páginas e páginas de notas e fotocopiei páginas e páginas de jornais e revistas. Todo esse material — contendo fundamentalmente dados sobre a introdução do Rugby em Portugal — ficou a aguardar uma oportunidade de publicação.
Com o fim da Rugby-Revista e chamado a novas e absorventes obrigações profissionais, restou o projecto eterno de “um dia” escrever um livro — em português — sobre a história do Rugby. Na altura, passei parte desse material a algumas pessoas interessadas por tais temas e com projectos idênticos. E nunca mais voltei a pegar na tal pasta. Até agora.
Ao deparar-se-me toda a informação que recolhera há mais de 20 anos (parte da qual publicada na R-R, não apenas sob a minha assinatura, mas também pela pena de Vasco Pinto de Magalhães, com quem trocara documentação) achei que seria interessante abrir este livro com um enquadramento genérico sobre as origens do Rugby em Portugal, levando essa introdução até ao período da génese do Grupo Desportivo de Direito, isto é, finais dos anos 40 e início dos de 50. É, penso, a par da história do GDD, um modesto contributo, com novas achegas, para a tal “crónica” da modalidade.
João Fragoso Mendes
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14ª Jornada C.Nacional Monsanto 16h-07.03.10 |
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Classificação Sénior
| Equipa | J. | V. | E. | D. | Pt |
| Agronomia | 12 | 10 | 1 | 1 | 50 |
| GDDireito | 12 | 9 | 1 | 2 | 46 |
| CDUL | 12 | 9 | 0 | 3 | 43 |
| Belenenses | 12 | 8 | 0 | 4 | 39 |
| Benfica | 12 | 5 | 0 | 7 | 22 |
| Académica | 12 | 4 | 0 | 8 | 18 |
| Técnico | 11 | 2 | 0 | 10 | 9 |
| CDUP | 11 | 0 | 0 | 12 | 3 |





